Uma mensagem de Paz para o mundo atual
Boletim nº 28 - Agosto 2007

           Na passagem deste 3º milênio, a violenta turbulência do cotidiano e a consciência dolorosa das diferenças sociais, colocam lado a lado riqueza e miséria, impedem a felicidade e a realização plena do Ser Humano. A falta de diálogo se manifesta de várias formas e os gestos de solidariedade e doações se fazem raros. A guerra se instala em todos os níveis.

         Não raro, as grandes coisas têm origem humilde. O Amazonas, o maior rio da Terra em volume de água, nasce de uma insignificante fonte entre duas montanhas de mais de cinco mil metros de altura no Peru. O São Francisco, o rio da unidade nacional, se origina de uma pequeníssima fonte no alto da Serra da Canastra em MG.

         Neste contexto, há uma mensagem que adquire uma dimensão fundamental.

         Um jovem, nascido em 1181 em Assis,  deixa-nos uma mensagem que inundou a esfera humana de espírito de benquerença, fraternidade e paz, que continuou a ressoar com o passar dos tempos até nossos dias. Trata-se do caminho da simplicidade, da descoberta de Deus na natureza, do amor singelo a todas as criaturas, da confiança quase infantil na bondade das pessoas e na imperturbável alegria, mesmo em face dos dramas mais pungentes da vida humana. Ela é rezada por fiéis de todos os credos e por professantes de todos os caminhos espirituais. Por um momento faz sentir que todos somos de fato irmãos e irmãs na grande família humana e cósmica e também filhos e filhas da família divina.

         Francisco de Assis tornou-se por isso um símbolo da Paz. Cada uma de suas frases merece ser refletida em profundidade.

         Nela tudo é verdadeiro e convincente. É tão simples que pode ser compreendida por todos. É recitada por crianças budistas no Japão, por monges taoístas no Tibete, por muçulmanos no Cairo, por Papas em Roma...

         Senhor, 

         Fazei-me instrumento de vossa paz.

         Onde houver ódio, que eu leve o amor;

         Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

         Onde houver discórdia, que eu leve a união;

         Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

         Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

         Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

         Onde houver trevas, que eu leve a luz.

         Ó Mestre,

         Fazei que eu procure mais consolar, do que ser consolado;

         Compreender, que ser compreendido;

         Amar, que ser amado,

         Pois é dando que se recebe,

         É perdoando que se é perdoado

         E é morrendo que se vive para a vida eterna.

         Que este texto, de autor desconhecido, sirva de reflexão para nossas ações diárias, especialmente nesta semana que celebramos a "Semana da  Família".

          Que Deus o (a) proteja junto com seus familiares.

          Um fraternal abraço e até o próximo artigo,

           Armelino Girardi


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